Como escolher bons cursos de MBA


Alexandre Campos - gerente de treinamento e desenvolvimento do Grupo Abril - ingressou no MBA do Ibmec no inicio deste ano. “A empresa ajudou na minha decisão, conversamos e chegamos à conclusão de que um programa de MBA agregaria valores interessantes ao meu trabalho. A empresa também tem a política de custear 50% do curso, foi uma decisão em conjunto”, disse.

Para Alexandre, o MBA tem um peso importante no currículo. “O MBA enriquece o profissional e dá uma visão generalista da empresa, vem para somar, mas não é o único fator determinante no crescimento profissional, trata-se de um crescimento pessoal também”, completou.

Ana Lucia Nicoletti - analista de projetos sênior da EDS do Brasil – concluiu o MBA no ano de 2001 pela FGV e segue a mesma linha de pensamento. “Não fiz MBA pensando em trocar de cargo, meu objetivo era agregar valores na minha vida particular, óbvio que serviu também para o meu lado profissional”, disse.

“Acredito que devemos sempre melhorar em alguma coisa e, com certeza, o MBA contribuiu com melhorias sim. O aluno não aprende só com os conceitos apresentados e discutidos, mas também com as pessoas que estão trocando idéias e discutindo as diferentes formas de tratar um problema”, complementa.

Processo Seletivo
Para ingressar num programa de MBA é necessário passar por uma “peneira” que inclui: provas, entrevistas, analise de formação acadêmica, experiência profissional e cartas de recomendação.

Alguns cursos mais exigentes ainda aplicam testes de gramática e redação (Toefl) e raciocínio lógico (Gmat), ambos em inglês. A proporção de candidatos por vaga varia muito. A Faap, por exemplo, uma das mais concorridas, apresenta a proporção de 1 aluno para 10 vagas.

Peneira Gringa
Para conseguir um lugar ao sol num dos conceituados MBA´s dos Estados Unidos e Europa, o candidato precisa se preparar por pelo menos um ano. Segundo Tony Kozlowsky - diretor técnico da escola Language Edge – os principais testes aplicados são Toefl e Gmat.

O Toefl testa a habilidade do aluno na língua inglesa, gramática, leitura, audição e redação de 200 a 300 palavras em 30 minutos. O GMAT, por sua vez, trabalha com questões mais difíceis ligadas à lógica que pedem raciocínio rápido e análise crítica sobre diversos assuntos além de gramática e matemática.

Tony diz que os dois testes oferecem graus altíssimos de dificuldades e que uma preparação prévia é essencial já que o mercado internacional é mais exigente do que o nosso. “As poucas instituições que aplicam estes testes aqui exigem 60% de acertos”, disse.