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Idéias para você ser o dono do negócio

Como montar um buffet infantil

Por Carlos Augusto Gomes

Há pouco menos de quinze anos, existiam poucos buffets especializados em festas infantis no Brasil. Atualmente, há aproximadamente 500 somente na cidade de São Paulo, concentrados principalmente em bairros como Moema e Itaim. O crescimento pode dar a impressão que se trata de um negócio de sucesso garantido. Mas, se algumas precauções não forem tomadas, esta história pode não ter um final feliz.

A primeira dificuldade é o investimento inicial. Para abrir um buffet de nível médio para bom são necessários pelo menos R$ 500 mil. A estimativa é de Gláucia Gonçalves, proprietária do Sonho Sem Fim, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Além do dinheiro, é preciso estar disposto a trabalhar em finais de semana e feriados, dias de maior movimento.

"Realmente estão sendo abertos muitos buffets nos últimos anos. Mas muitos estão fechando também", diz Gláucia, que abriu o Sonho Sem Fim há dez anos. "A maioria dos estabelecimentos não fica mais de dois anos nas mãos do mesmo proprietário". Não custa lembrar: o fato de uma pessoa gostar de festas infantis não significa que ela gostará de trabalhar nesta área.

Como abrir o buffet

O primeiro passo é escolher um bom ponto. Bairros residenciais de classe média e classe média alta oferecem melhores oportunidades. Outra boa dica é procurar local com uma ou mais escolas nas proximidades. E as regiões que já têm um grande número de buffets? Trata-se de uma faca de dois gumes: é um sinal que o bairro é favorável ao negócio, mas significa também uma concorrência maior.

É preciso iniciar os contatos com fornecedores antes mesmo de o buffet abrir as portas. É importante ter alguém de absoluta confiança - tanto em relação à qualidade quanto ao prazo - para produzir doces, salgadinhos e o bolo. Caso contrário, você mesmo terá que fazê-los. "Tenho três fornecedores para salgadinhos e dois para bolo. Mas os docinhos são produzidos aqui mesmo", conta Gláucia.

Também é necessário contatar empresas que loquem cenários e brinquedos. No início do negócio, provavelmente, a maior parte dos equipamentos será alugada. Com o tempo, o buffet vai adquirindo mais coisa. "O mais comum é alugar games e simuladores. Já equipamentos maiores, como piscinas de bolinhas, costumar ser do próprio buffet", afirma Gláucia.

Neste tipo de negócio, a propaganda boca-a-boca é muito importante. Mas, principalmente no começo, é preciso investir também em publicidade. Na opinião de Gláucia Gonçalves, mídias localizadas são uma ótima opção. "Quando abri o buffet, anunciei num jornal de bairro. Os resultados foram ótimos", conta.

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